A cripta foi revestida de mármore doado pelo governo italiano em 1955. O espaço foi idealizado como mausoléu que conteria objetos e identificação nominal de imigrantes e não foi viabilizado. No entanto, sua visibilidade externa sempre foi marcante na paisagem. Na década de 1970, a urbanização atinge aquela área até então praticamente desabitada, com edificações que desqualificam o entorno. Em 1985, a Comissão Executiva do Monumento Nacional ao Imigrante, por meio da Universidade de Caxias do Sul, representada por Abrelino Vazatta e Antonio Orestes Boff, realizou doação ao Município de Caxias do Sul. Pela Lei nº 2.976, de 21 de junho, a área de 1.920 metros quadrados – terreno e edificação - deve ser conservada pelo poder público, o qual também deve se incumbir das melhorias e acesso comunitário.
Várias obras foram realizadas desde então:
1985-87 : reformas emergenciais para nova destinação de uso interno da cripta, com apoio da Universidade de Caxias do Sul, Governo Federal e de arquitetos voluntários;
1987- 1999: acesso público à visitação da mostra Uva & Vinho – Traços de uma História;
1999-2000: realização de obras de restauração, impermeabilização, luminotécnica interna e externa, com apoio da iniciativa privada por meio de legislação de incentivo à cultura;
2001-2008: exposição de peças e fotografias relativas ao tema “A Mulher e o Desenvolvimento Regional”, com acesso público, de terça-feira a domingo.
2005: no dia 20 de maio realizou-se um dos eventos de comemoração dos 130 Anos da Imigração Italiana, com apresentação de corais típicos, participação de pessoas e/ou entidades de outras etnias, e afixação de placa interna, realçando esta conjugação.
2007: em 19 de outubro foi inscrito no Livro Tombo do Município de Caxias do Sul como patrimônio histórico.
2009: revitalização museográfica - textos, fotos e objetos, abordando a imigração no contexto internacional, nacional e regional, e exposição permanente sobre a criação do Monumento em documentos fotográficos.